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Boteco do Marcos Lauro na Social Media Week 2017

Nessa última sexta-feira (15/09), rolou a apresentação do case do Boteco do Marcos Lauro na Social Media Week SP, evento realizado na ESPM. Na sala para falar com os interessados sobre o primeiro streamcast do Brasil, os seus idealizadores:
Arthur Fitzgibbon, da ONErpm, maior distribuidora digital do país, falou sobre os desafios do mercado do streaming e sobre como o formato do streamcast é inovador e revolucionário. Marcos Lauro falou sobre a experimentação constante que esse formato proporciona e a inspiração no bom e velho rádio e seus comunicadores.

Veja trechos da apresentação:

E veja também a apresentação no slideshare, com os cases clicáveis:

Boteco pra ouvir

Caramba, já faz 10 anos que fiz meu primeiro podcast! Em 2007, eu estava pirando em música eletrônica e aprendendo a fazer umas mixagens, bem tosquinhas, em casa. Aí resolvi gravar e pôr no ar. Nesse mesmo período, eu estava pirando (também) na banda Soulfly, projeto do Max Cavalera pós-Sepultura. Aí juntei tudo, criei o DJ Soulflyer, gravei minhas mixagens e pus no ar, no podcast do DJ Soulflyer. Ainda tem uma ou outra edição no ar lá no Podomatic.

Esse troço de podcast se mostrou uma boa opção e acabei fazendo vários outros, que estão aqui na página Podcasts: O Outra Versão (premiado!), Sambarbudo e Radiofobia (nesse eu fiz apenas algumas participações, mas também foi premiado).

Agora, 2017. O streaming dominou a música e se mostra não apenas como o presente, mas como o futuro do mercado. Spotify, Deezer, Apple Music, TIDAL… todas essas ferramentas já representam boa parte da grana da indústria musica e a tendência é de subida. A música está ao alcance, apesar das polêmicas que se referem à monetização do trabalho do artista – polêmicas que sempre vão existir, independentemente do sistema vigente.

Mas como o podcast esteve fora dessa todo esse tempo? Não sei, só sei que as ferramentas já existem no Brasil há pelo menos um ano e ninguém usou. Então, só não cravo por pura falta de pesquisa, mas pode ser que esteja no ar o primeiro podcast distribuído via streaming no Brasil: O Boteco do Marcos Lauro!

A ideia é falar de música de forma descontraída e com álcool, sem censura e, principalmente, sem preconceito musical. O primeiro programa, pra você ter ideia, tem de Roberto Carlos a Sandy & Junior, passando por Gretchen, Wilson Simonal e Antonio Marcos. O tema é: artistas brasileiros que cantam em outras línguas além do português.

O Boteco do Marcos Lauro é distribuído pela ONErpm para Spotify e Deezer e atualizado toda sexta-feira. Para ouvir, um único link.

Clique na imagem abaixo para escolher o seu player preferido e saúde:

Será que o Dória leu a biografia do Banksy?

Pichação e graffiti são exatamente a mesma coisa, com intenções diferentes – todo graffiteiro foi pixador e muitas vezes ainda é, nas horas “vagas”.

Obviamente todo prefeito é contra, é o discurso oficial. O atual problema do eleito pelos paulistanos, João Dória Jr., é ser microgestor, tratar o problema da pichação com tamanha importância e espetáculo midiático, transformar numa guerra, em algo a ser combatido com tanto afinco – o prefeito que assumiu Nova York no final dos anos 1970, com o hip-hop explodindo, também tinha esse discurso. Nos anos 1970!

Nosso prefeito, como grande gestor que é, já deveria ter evoluído um pouco mais nas ideias. Ou pelo menos não apelar para a velha política de jogar para a torcida – já que o cidadão médio também vai ser contra pichação e afins.

Em 2014, um jornalista inglês publicou uma biografia do Banksy, um dos maiores artistas plásticos do nosso tempo. Banksy, que mantém sua identidade no anonimato, começou rabiscando muros, como todo bom graffiteiro.

Escrevi a resenha do livro, na época,, paa a revista Rolling Stone e reproduzo o texto abaixo. E nesse livro estão quase todas as respostas para as polêmicas atuais: o pixo, o graffiti, políticas públicas, arte versus vandalismo… tudo. É só ler:

Banksy – Por Trás das Paredes
Will Ellsworth-Jone
Nossa Cultura

Misterioso grafiteiro britânico ganha biografia não autorizada

O autor inglês Will Ellsworth-Jones encarou uma missão difícil: fazer uma biografia sobre uma pessoa que nunca deu entrevistas pessoalmente, nunca apareceu em público e tem uma legião de amigos fiéis que nunca entregou sua identidade. Mas, ao mesmo tempo que é tudo isso, o grafiteiro Banksy tem assessoria de imprensa, se preocupa com a imagem e tenta controlar o que é publicado a seu respeito – segundo o autor, a assessoria de Banksy tentou ter acesso à biografia antes da publicação, o que foi negado prontamente. E a ideia do autor é passar longe da tentação de revelar a identidade do artista. O foco é no trabalho e na forma como ele é feito, na capacidade que Banksy tem para organizar eventos de grafite e invadir museus para colocar obras sem nunca ter sido descoberto. Por Trás das Paredes dá uma geral também no universo do grafite e das pichações na Inglaterra – mais precisamente em Bristol – e, por opção do autor, todos são chamados de “grafiteiros”, inclusive os que se dedicam apenas a deixar seus rabiscos nas paredes e nos muros. O universo marginal da arte urbana é retratado com relatos de prisão de grafiteiros britânicos ao mesmo tempo que outras administrações já conseguem enxergar as pinturas nos muros como arte.

Workshop “A Era do Pós-Rádio – Produção de Rádio em tempos de internet”

No próximo dia 2 de março vou dar um workshop no CEMEC sobre produção de rádio, com atenção especial ao trabalho que o produtor tem que fazer nesses tempos de internet a todo vapor. A ideia é contextualizar o rádio historicamente no Brasil, entender a mudança de função social do meio com o passar do tempo e mostrar bons exemplos de utilização da internet por meio de algumas emissoras brasileiras e também de fora do país.

Para mais informações e inscrição, entre no site do CEMEC.

Atualização: o workshop foi um sucesso e deve receber novas turmas. Caso tenha interesse em participar ou seja de fora de São Paulo e queira receber o evento em sua cidade, comente nesse post ou mande um e-mail para o CEMEC.

A apresentação está abaixo, para ver e compartilhar:

Cobrindo o Peladão (no bom sentido!)

No último dia 9 de janeiro, rolou a final do Peladão, que é o maior campeonato de futebol amador do mundo e é realizado no estado do Amazonas.

Como já estava lá por Manaus, cobri o evento para o site do Jornal da Placar. Recorde absoluto de público no Vivaldão, estádio que será demolido para a construção da Arena Multiuso, projeto para a Copa de 2014. Foi o último evento no Vivaldão… final bonito e grandioso do Colosso do Norte.

Apenas uma crítica. Nâo ao evento, mas para a cobertura local. O evento é organizado pelo grupo de comunicação que controla A Crítica (jornal, TV e rádio). Por isso, praticamente nenhum outro veículo cobriu a final. Só havia A Crítica, Placar (eu) e um ou outro repórter de rádio. É inconcebível um evento que reúne 42 mil pessoas em um estádio passar em branco em jornais locais só porque é organização da concorrência. No meu texto, eu não cito A Crtícia em nenhum momento. Seria só fazer o mesmo. Mas vai entender a cabeça pequena desse povo…