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Sintonizada com a natureza, Laura Zennet lança clipe de “De(lírio)”

A cantora Laura Zennet lançou um EP com quatro faixas em que cada uma está ligada a um elemento da natureza. Nessa sexta-feira (15), chega ao YouTube o clipe de “De(lírio)”, música que remete ao elemento ar.

“A ideia do meu trabalho é unir os opostos, com o som pesado da guitarra e a voz suave e aerada. Escolhi por usar um figurino branco, com uma luz vermelha de fundo. No clipe, eu mesclo imagens da personagem no palco com as dos bastidores, onde uso tons mais neutros e sem maquiagem, que dá um ar de cansaço e coincide com a letra da canção. O resultado final ficou maravilhoso e espero que todos curtam como eu”. Nascida em Rotterdam, na Holanda, e criada em Belo Horizonte, a artista criou a figura de uma cigana para o EP e escolheu a cidade de criação para a gravação do clipe. “Foi lindo gravar na minha cidade de criação, além do mais, no Palácio das Artes, uma das referências de lugares de shows e artes em Minas Gerais”, completa a cantora.

Veja o clipe:

Grupo Stillo Radical fala sobre rebeldia negra em novo clipe e prepara documentário

Do extremo sul de São Paulo, o grupo Stillo Radical lança nessa quinta (16/11) o clipe da faixa “Não Vão Nos Calar”. Formado nos anos 1990, o grupo se mostra antenado aos novos sons que vêm do hip hop e usam batida trap para falar da luta dos negros no Brasil. A música está no EP Cocaia.

Veja:

“Sabemos que outros grupos e ativistas vão fazer vários lançamentos para marcar a luta negra e a memória de Zumbi dos Palmares, nosso vídeo é mais uma arma nesse arsenal”, explica o integrante Jah Marcos Rullez sobre o clipe ganhar as ruas nesse mês de novembro, quando é comemorada, no dia 20, a Consciência Negra.

Stillo Radical prepara também um documentário que vai contar a sua trajetória e a importância do hip hop na periferia de São Paulo. O filme já tem depoimentos de Mano Brown, Criolo e Mano Cobra. Ainda não há previsão para lançamento.

Além de Rullez, o Stillo Radical é formado por DJ Márcio, Marc Jay (MC e compositor), Honda Silva (guitarrista e baixista) e Aradrummer (baterista).

Banda Bullet Bane lança clipe com cenas gravadas no Festival Oxigênio

No último mês de agosto, São Paulo recebeu mais uma edição do Festival Oxigênio. Entre tantas bandas de hardcore, a Bullet Bane aproveitou o evento para gravar cenas de seu novo clipe, que chega nessa terça-feira em primeira mão aqui no site.

Veja “Gangorra”:

Além das imagens do festival, o clipe traz também trechos no Museu de Arte Contemporânea e ruas próximas à avenida Paulista. “A letra fala sobre altos e baixos como uma gangorra e o clipe também mostra esse lado de estarmos um pouco mais sozinhos em alguns momentos, mas depois de ‘aceitar que nada é constante demais’, ainda temos um ao outro e temos muita coisa pra viver juntos”, explica o guitarrista Fernando Uehara.

Bullet Bane, além de Fernando, conta com Victor (vocal), Danilo Souza (guitarra), Rafael Ferreira (baixo) e Renan Garcia (bateria).

Foto: Murilo Amâncio/Divulgação

Boteco pra ouvir

Caramba, já faz 10 anos que fiz meu primeiro podcast! Em 2007, eu estava pirando em música eletrônica e aprendendo a fazer umas mixagens, bem tosquinhas, em casa. Aí resolvi gravar e pôr no ar. Nesse mesmo período, eu estava pirando (também) na banda Soulfly, projeto do Max Cavalera pós-Sepultura. Aí juntei tudo, criei o DJ Soulflyer, gravei minhas mixagens e pus no ar, no podcast do DJ Soulflyer. Ainda tem uma ou outra edição no ar lá no Podomatic.

Esse troço de podcast se mostrou uma boa opção e acabei fazendo vários outros, que estão aqui na página Podcasts: O Outra Versão (premiado!), Sambarbudo e Radiofobia (nesse eu fiz apenas algumas participações, mas também foi premiado).

Agora, 2017. O streaming dominou a música e se mostra não apenas como o presente, mas como o futuro do mercado. Spotify, Deezer, Apple Music, TIDAL… todas essas ferramentas já representam boa parte da grana da indústria musica e a tendência é de subida. A música está ao alcance, apesar das polêmicas que se referem à monetização do trabalho do artista – polêmicas que sempre vão existir, independentemente do sistema vigente.

Mas como o podcast esteve fora dessa todo esse tempo? Não sei, só sei que as ferramentas já existem no Brasil há pelo menos um ano e ninguém usou. Então, só não cravo por pura falta de pesquisa, mas pode ser que esteja no ar o primeiro podcast distribuído via streaming no Brasil: O Boteco do Marcos Lauro!

A ideia é falar de música de forma descontraída e com álcool, sem censura e, principalmente, sem preconceito musical. O primeiro programa, pra você ter ideia, tem de Roberto Carlos a Sandy & Junior, passando por Gretchen, Wilson Simonal e Antonio Marcos. O tema é: artistas brasileiros que cantam em outras línguas além do português.

O Boteco do Marcos Lauro é distribuído pela ONErpm para Spotify e Deezer e atualizado toda sexta-feira. Para ouvir, um único link.

Clique na imagem abaixo para escolher o seu player preferido e saúde:

Ernie Terrell, o cara que uniu o boxe a soul music

Ernie-Terrell

Dia 6 de fevereiro de 1967. Ernie Terrell subiu ao ringue montado no Houston Astrodome, no Texas, para defender seu título de campeão de peso-pesado da Associação Mundial de Boxe contra ninguém menos do que Muhammad Ali. Terrell conheceu Ali quando este ainda se chamava Cassius Clay e esse foi um dos motivos da tensão pré-luta: Terrell se recusava a chamar Ali por seu nome muçulmano, adotado três anos antes. E isso deixou Ali furioso a ponto de, durante a luta, gritar para seu concorrente: “what’s my name? What’s my name?” (“Qual é o meu nome?”, em tradução livre). Mas em meio a essa tensão toda, Terrell conseguiu tempo para cantar.

Além da sua vida vitoriosa no boxe, Ernie Terrell também cantava. E dois dias antes da luta, realizou um show no Hollywood Palace. Além dele nos vocais, sua irmã, Jean Terrell, que assumiu as Supremes em 1970, logo depois da saída de Diana Ross. O nome do grupo do lutador era Ernie Terrell & the Heavyweights (Ernie Terrell E Os Peso-Pesados).

A segunda música dessa apresentação, no vídeo abaixo, foi composta no mesmo dia do show e é uma “homenagem” a Ali. Sem sua irmã no palco, Terrell canta “Porquê não volta para casa, Cassius?”, “Está com medo, Muhammad?” e outras provocações, para o delírio da plateia.

Terrell perdeu a luta por pontos e Ali conseguiu unificar os títulos de peso-pesados (da Associação e da Confederação).