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Ernie Terrell, o cara que uniu o boxe a soul music

Ernie-Terrell

Dia 6 de fevereiro de 1967. Ernie Terrell subiu ao ringue montado no Houston Astrodome, no Texas, para defender seu título de campeão de peso-pesado da Associação Mundial de Boxe contra ninguém menos do que Muhammad Ali. Terrell conheceu Ali quando este ainda se chamava Cassius Clay e esse foi um dos motivos da tensão pré-luta: Terrell se recusava a chamar Ali por seu nome muçulmano, adotado três anos antes. E isso deixou Ali furioso a ponto de, durante a luta, gritar para seu concorrente: “what’s my name? What’s my name?” (“Qual é o meu nome?”, em tradução livre). Mas em meio a essa tensão toda, Terrell conseguiu tempo para cantar.

Além da sua vida vitoriosa no boxe, Ernie Terrell também cantava. E dois dias antes da luta, realizou um show no Hollywood Palace. Além dele nos vocais, sua irmã, Jean Terrell, que assumiu as Supremes em 1970, logo depois da saída de Diana Ross. O nome do grupo do lutador era Ernie Terrell & the Heavyweights (Ernie Terrell E Os Peso-Pesados).

A segunda música dessa apresentação, no vídeo abaixo, foi composta no mesmo dia do show e é uma “homenagem” a Ali. Sem sua irmã no palco, Terrell canta “Porquê não volta para casa, Cassius?”, “Está com medo, Muhammad?” e outras provocações, para o delírio da plateia.

Terrell perdeu a luta por pontos e Ali conseguiu unificar os títulos de peso-pesados (da Associação e da Confederação).

A reformulação do futebol precisa passar pela imprensa

O ano era 2009. Fui com uma colega para fazer uma pauta no Centro de Treinamento do São Paulo Futebol Clube. O assunto não era diretamente ligado ao futebol, era algo sobre preparo físico e o São Paulo, com seus profissionais e equipamentos de ponta, era uma boa fonte. Ao chegarmos, sentimos um clima estranho: muita movimentação para uma tarde de um dia de semana qualquer, principalmente por parte da imprensa. O motivo: exatamente naquele dia, o então treinador Muricy Ramalho caía e, ainda sem um nome definido, Milton Cruz assumia o time interinamente. A movimentação era por conta do anuncio dessa novidade, que seria feito em instantes.

Milton Cruz foi recebido pelos repórteres que ali estavam com tapinhas nas costas, sorrisos e cumprimentos como “grande professor”, entre outros. E essa cena resume como funciona boa parte da cobertura esportiva, especialmente do futebol, no país. A figura do setorista, esse repórter que vive o dia a dia de um determinado clube, perdeu relevância justamente quando começou a se relacionar demais com o objeto do seu trabalho: o time de futebol. Não estou dizendo que todos fazem isso e nem que isso é exclusividade do jornalismo esportivo. O jornalismo cultural taí para mostrar que também se vive de tapinhas nas costas. A cobertura política, então…

Mas se quisermos cobrar mudanças na CBF, na seleção brasileira e em nosso futebol, essa mudança tem que passar pela imprensa e na forma como cobrimos o esporte. Não é raro vermos repórteres que são amigos de jogadores e dirigentes. Por causa do contato diário, eles acabam cortando essa linha tênue entre a missão de noticiar fatos de um time com a amizade e o coleguismo. Mais uma vez: isso é humano, não é próprio de jornalistas esportivos. A solução: a profissionalização do departamento de imprensa dos clubes e o fim do setorista. O clube solta vídeos, fotos e informações do treino, com acesso geral e irrestrito para toda a imprensa. O Barcelona tem um canal de TV em seu site só pra isso. Alguns clubes brasileiros também investiram em canais de TV, mas não conseguem se livrar dos tais setoristas.

Quando soubermos cobrir o futebol de forma adulta, as cobranças pra cima da seleção também serão mais precisas, sem tantos achismos ou com gente querendo aparecer com suas opiniões polêmicas. Um repórter não precisa ser amigo íntimo do treinador para transmitir informações para seu leitor/espectador/ouvinte. Muito pelo contrário: sendo amigo, ele vai filtrar muito mais o que dizer. E isso não cabe numa modernização ou profissionalização do futebol brasileiro.

Foto: Leonardo Soares/Folhapress

III #Kartweet

No dia 17 de fevereiro, realizamos o III #Kartweet. Algumas imagens da corrida estão aqui:

Fotos: Tami Cruz

Parabéns, Corinthians centenário!


Eu já fui torcedor.

Por boa parte dos anos 1990, o Corinthians ficou hospedado no hotel San Raphael, no Largo do Arouche, para dali partir para os jogos realizados em São Paulo. E quase todo final de semana, lá ia eu para a porta do hotel ver os guerreiros corinthianos partirem para mais uma batalha. Flagrei ali pelo menos duas gerações de jogadores do Timão. Cito alguns, sem ordem ou critérios, conforme a memória vai mandando: Ronaldo (o goleiro), Adil, Viola, Paulo Sérgio, Marcelinho Carioca, Tupazinho, Neto e mais uma centena de outros.

Às vezes, eu pegava minha bicicleta BMX Surf e ia com ela. Na partida do ônibus (o Mosqueteiro III, pelo que eu me lembre), lá ia eu com a bike atrás, até o Pacaembu ou até a Consolação (quando o jogo era no Morumbi). Era um moleque-torcedor.

Com o passar do tempo, o amor pelo futebol se foi. Não deixei de ser corinthiano, mas acompanho muito menos o meu time do que antes. Acho que conforme fui conhecendo os bastidores do futebol, vendo que nem tudo era feito da forma romântica como eu pensava, fui me desencantando. Conheço muita gente com a mesma história, é até comum.

Mas eu invejo o torcedor. Aquele cara que é flagrado pelas câmeras chorando por causa de futebol, porque onze homens ganharam (ou perderam, o que torna tudo mais dramático). Não sei o que me falta, se é sensibilidade, tato, amor, mas eu não consigo perder um por cento da minha razão por conta de futebol. E, consequentemente, por causa do Corínthians.

Nesse centenário, comemorado hoje por todo o país (e porque não, mundo!), os torcedores comemoram também o anúncio do novo estádio, que será construído pela iniciativa privada para que a cidade de São Paulo não fique de fora da Copa do Mundo de 2014. E o que é motivo de comemoração para a massa, é uma mancha nessa data. A cidade de São Paulo não precisa de um novo estádio. O Corinthians não precisa de um estádio.

Mas a CBF queria derrubar o São Paulo Futebol Clube, seu eterno rival político. Então, usa o Corinthians para excluir o Morumbi dos planos do Mundial. E o Timão, na pessoa do presidente Andrés Sanchez, aceita o jogo, simplesmente joga o jogo. A decisão da CBF já foi tomada há muito tempo, desde antes do Sanchez ser escolhido como Chefe da Delegação da Seleção Brasileira na Copa da África do Sul. Naquele momento, as cartas já haviam sido distribuídas.

Essa jogada do estádio mancha uma trajetória que vinha muito bem para comemorar o centenário. A vinda do Ronaldo e toda a campanha que o rodeou foi uma lição de marketing esportivo para o futebol brasileiro. Depois, a chegada do lateral Roberto Carlos, que começou mal mas hoje é um dos jogadores que melhor veste a camisa do time. Tudo somando para um 1º de setembro inesquecível. Mas havia uma CBF no meio do caminho…

De qualquer forma, um centenário não pode passar em branco e tem que ser comemorado. Você, torcedor, vibre. Parabéns, Corinthians.

Veja os resultados do II #Kartweet

Realizamos na noite desta quinta-feira, 13 de agosto, mais uma edição do #Kartweet.

Assim como na primeira corrida, a segunda foi um sucesso. 17 pilotos convocados pelo Twitter correram no Kart In Jaguaré.

Abaixo, o resultado da bateria:

As duas vagas gratuítas ficaram com Romeu, o primeiro colocado e Fabrício, por sorteio.

Aliás, alguém precisa tirar o trono do Romeu São Marcos, que também ganhou a primeira edição do #Kartweet. Alguém se habilita? :)

O próximo #Kartweet deve ser realizado na segunda semana de novembro. Siga @kartweet_racers para mais informações.


Vídeo de Vitor Matsubara sobre o evento


Jorge Pezzolo tentou melhorar seu desempenho na pista e registrou em vídeo

Fotos: Vitor Matsubara