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Tá nervozinho, tá?

Eu mal falo sobre futebol aqui. Até porque não acompanho com tanta regularidade como eu gostaria.

Mas posso dizer que essa rodada foi especial. O Corinthians-centenário ganhando no sábado e o Rogerio Ceni tomando dois gols bonitos no domingo.

O primeiro, típico da malandragem do futebol brasileiro. O atacante santista Neymar cobrou o pênalti com a famosa “paradinha”, enganando Ceni, que caiu para um lado pouco antes da bola sossegar na rede no canto oposto. Foi assim:

No intervalo, Ceni resmungou que isso era coisa de brasileiro mesmo, que lá no futebol europeu isso não é permitido. Segundo depois, o próprio Ceni admitiu ter usado deste recurso em algumas oportunidades.

Mas peraí, chapa. Se não for o futebol brasileiro a usar a malandragem, qual vai ser? O norueguês? Italiano? Se algum futebol do mundo tem de usar outros artifícios além daqueles previstos pelas regras engessadas é o nosso. A ginga está aqui. A malandragem está aqui.

Mas coloco aqui o vídeo seguinte como uma forma de homenagear Rogerio Ceni. Com todo o respeito.

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Outra Versão – REPLAY – Programa #1

O Outra Versão está voltando!

Mas por enquanto, somente programas antigos vão aparecendo por aqui. Já já os novos ficam prontos e aí vamos revezando um replay com um inédito. Material é o que não falta!

Agora, vamos “reouvir” o primeiro programa da série, quando o Outra Versão nem era hospedado aqui no podomatic ainda. Neste programa, a gente vai ouvir:

David Bowie – Starman
Vanessa da Mata – História de uma Gata
Pearl Jam – Last Kiss

Semana que vem, mais um replay para esquentar o ambiente para os novos programas.

Outra versão 2010 na área!

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2010: o ano do podcast

Pelo menos para mim, será!

A partir de fevereiro, vou colocar dois podcasts no ar. Ou na web, como preferir.

O primeiro é, na verdade, um retorno. O premiado Outra Versão volta com nova temporada. Vou começar republicando algumas edições antigas e depois vou revesando com os programas novos. O endereço será o mesmo.

A novidade fica por conta do Sambarbudo. A festa, que organizo com o camarada Pedro Henrique Araújo, vai virar podcast também. O programa terá aproximadamente meia hora e terá música (é claro), notícias sobre o mundo pop (nada muito hard, afinal, será semanal e gravado com uma certa antecedência) e comentário sem noção. O tom será bem humorado e servirá também para a divulgação das festas.

Além dos dois, continuo participando do Radiofobia, com aquela cambada de nêgo doido.

Cada um deles, assim que for para os respectivos servidores, ganhará um post aqui.

2010 será o ano do podcast. Haja voz! :)

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Sabadão tem o primeiro Sambarbudo do ano (depois da chuva)

A festinha mais marota da Vila Madalena volta com gás total em 2010. A fuleragem segue com a diversificada seleção musical de sempre. De Stevie Wonder à Tim Maia a discotecagem passa por sons nacionais e internacionais de todas as épocas.

E nessa festa, volta a promoção no Twitter. Peça seu VIP pelo @sambarbudo e concorra. 30/1, 21h. A entrada é R$ 5.

Você pode dizer que vai via Facebook! :)

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Atualização-31/1/2010

E que festa…

Batemos nosso recorde de público no Casa Club. E isso nos deu mais ânimo para os próximos passos. Em breve, um podcast, camiseta… e mais festas.

Muito obrigado! Quem não foi, perdeu, ó! :)

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Sons que instigam

Para completar e encerrar o festival Alto Verão (o mesmo em que tocou o Móveis Coloniais de Acaju, do post anterior), a banda Cidadão Instigado se apresentou no domingo, 24, no Auditório Ibirapuera.

O som é uma mistura que te leva para vários lugares e épocas da história da música: tem sons latinos, country, brega, baladas, solos à lá Pink Floyd, distorções ao modo Pepeu Gomes, sintetizadores meio Depeche Mode… tudo ali, junto.

É um som que assusta os mais desavisados. Quando não se espera barulho, ele vem. Alto. Quando se espera um tom maior, ele vem menor. De onde não se espera uma batida quebrada, aí é que ela vem mesmo. Não é um som usual, comum. É diferente, tem suas particularidades.

Catatau pode não ser o vocalista mais perfeito do mundo, mas até as suas desafinações estão no contexto do som, não ferem os ouvidos.

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A Revolta do Acaju

A banda Móveis Coloniais de Acaju

Emocionante e intenso. É o que posso dizer sobre o show do Móveis Coloniais de Acaju, sábado (23), no Auditório Ibirapuera. Eles se apresentaram dentro do festival Alto Verão, que contou também com Macaco Bong, Hurtmold e se encerra hoje com Cidadão Instigado. Os dois shows do Móveis foram gravados para um DVD do Canal Brasil.

Para começar, a incerteza dos lugares marcados. Daria para ver um show dos caras sentado? Logo ao apagar das luzes, foi dada a resposta. Os fãs se levantaram e lotaram a porção inferior do auditório, na boca do palco. Nem as burocracias de uma gravação atrapalharam o clima, com algumas músicas tendo de ser repetidas. Os segundos takes foram até melhores, com a galera já ensaiada.

No final, lágrimas. Em “Adeus”, faixa que abre o álbum C_mpl_te, o vocalista André Gonzales não conteve o choro ao cantar a música que foi escrita e dedicada ao público. As lágrimas se juntaram ao suor e completaram a festa, que poderá ser vista em breve na casa de cada fã. Intenso.

Para quem ainda não acredita na Revolta do Acaju, ela aconteceu ontem.

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Arquivo Público do Estado tem curso de inglês escrito em 1908

Uma boa notícia vinda dos arquivos. Ótima para os portadores de rinite que gostam de se atracar com jornais e revistas antigas.

O Arquivo Público do Estado de São Paulo digitalizou parte da sua hemeroteca. Isso significa que temos à disposição, na internet, um bom número de revistas da coleção pública.

As opções são boas, mesmo o trabalho não tendo sido finalizado ainda. Além de publicações de São Paulo, temos de Santo André, Petrópolis e Rio de Janeiro.

De Santo André, vem O Atalaia, com três edições disponíveis. Décadas de 1940 e 1980 presentes. Beija-Flor, das décadas de 1910 e 1920, é de Petrópolis e chama a atenção pela beleza da sua diagramação. Creio eu que era tida como moderna para a época.

De São Paulo, o arquivo tem 627 edições de diversas publicações. De agosto de 1899, está digitalizada a revista Capital Paulista, “Revista Mensal de Artes e Lettras”. Outras publicações clássicas que estão presentes são A Cigarra e A Garoa, revistas que nos remetem a uma São Paulo em que os homens só andavam com trajes de gala pelas ruas.

O destaque curioso fica para o “Lição de Inglez”, da revista O Pharol, de agosto de 1908. Escrita por Veridiana Carvalho, segue o abre, com grafia original: “O inglez, pratico como é em tudo, foi pratico na formação da lingua. Para poupar tempo, tinta e papel que gastaria em escrever e em falar fez com que o artigo – The – fosse masculino, femenino, singular e plural e que os adjectivos fossem invariáveis para o masculino e femenino”.

O site promete mais digitalizações para breve. Enquanto isso, vamos aprendendo “inglez”.

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Cobrindo o Peladão (no bom sentido!)

No último dia 9 de janeiro, rolou a final do Peladão, que é o maior campeonato de futebol amador do mundo e é realizado no estado do Amazonas.

Como já estava lá por Manaus, cobri o evento para o site do Jornal da Placar. Recorde absoluto de público no Vivaldão, estádio que será demolido para a construção da Arena Multiuso, projeto para a Copa de 2014. Foi o último evento no Vivaldão… final bonito e grandioso do Colosso do Norte.

Apenas uma crítica. Nâo ao evento, mas para a cobertura local. O evento é organizado pelo grupo de comunicação que controla A Crítica (jornal, TV e rádio). Por isso, praticamente nenhum outro veículo cobriu a final. Só havia A Crítica, Placar (eu) e um ou outro repórter de rádio. É inconcebível um evento que reúne 42 mil pessoas em um estádio passar em branco em jornais locais só porque é organização da concorrência. No meu texto, eu não cito A Crtícia em nenhum momento. Seria só fazer o mesmo. Mas vai entender a cabeça pequena desse povo…

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Missas de 7º dia – São Paulo e Manaus

Serão realizadas duas missas de 7º dia da Anny, uma em Manaus e outra em São Paulo. As duas serão no dia 12/1, terça-feira, às 19h.

Missa – Manaus
Igreja de Nossa Senhora Auxiliadora (Colégio)
Rua Silva Ramos, 833 – Centro

Missa – São Paulo
Igreja de São Luiz Gonzaga
Av. Paulista, 2378 – Cerqueira Cesar

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Apenas uma história… a nossa

Aniversário de São Paulo, em 2007. O dia 25 de janeiro caiu numa quinta-feira, o que proporcionou dezenas de shows por toda a cidade. Como sempre, fiz uma listinha de prioridades e fui. O último show seria a tão esperada volta dos Mutantes, no Parque da Independência, com abertura de Tom Zé e Nação Zumbi.

Nessa época, costumava comentar cada show na comunidade das bandas no Orkut. Assim foi com Funk como le Gusta, Móveis Coloniais de Acaju… e eis que recebo um scrap. Algo assim: “Ei, ta me seguindo?”. Era Anny, que já conhecia da comunidade da revista Bizz, mas nunca havia trocado uma palavra. Lia as coisas que ela escrevia e creio que ela fazia o mesmo comigo. Ela me mandou o scrap porque percebeu que, em dois dias seguidos, havíamos visto os mesmo shows. E com a diversidade que existia, era uma baita coincidência. Começamos a nos falar no MSN e vimos que também pretendíamos ver os Mutantes. Mas não marcamos nada, talvez por timidez. Ficou aquela coisa de “se der, a gente se vê”.

Fomos ao show. Mas é claro que, entre 100 mil pessoas, sem combinar nada, não íamos nos ver. Até porque um não conhecia o outro pessoalmente. Deixamos rolar.

Depois disso, continuamos a nos falar pelo MSN, bem de vez em quando. Sem segundas intenções (juro!), marquei um encontro. Mais para nos conhecermos mesmo… pelo MSN ela sempre foi muito simpática e divertida, queria ver qual era a dela. Pura curiosidade.

O encontro foi no Puppy’s, um bar na Avenida Paulista, na frente do prédio da Gazeta/Cásper Líbero. Tomamos cerveja, conversamos bastante. Ela me contou que tinha uma doença rara chamada Miastenia Gravis, que depois passei a conhecer como a palma da minha mão. Essa doença causa fraqueza muscular e não tem cura. Mas o quadro dela estava muito estável, bem mesmo. Doença praticamente controlada, tirando uma canseirinha ou outra de vez em quando.

Um pouco depois desse encontro, ela começou a estudar para um concurso público e disse que ia sumir do MSN, para ficar focada nas apostilas. Nessa, ficamos sem nos falar por um bom tempo. E nesse tempo, seguimos a nossa vida. Ela namorou um cara, de quem sou amigo hoje. Eu namorei uma garota… enfim, cada qual com o seu caminho.

Depois que meu namoro foi terminado, coincidentemente a Anny voltou ao MSN. E acho que nesse momento veio o estalo. Conversando mais com ela, percebi que eu não podia deixa-la escapar de novo. Lá no primeiro encontro, já notei que ela era determinada, forte e que sempre corria atrás do que queria. Vivida, já havia morado em Portugal, Rio de Janeiro, Brasília e estava lutando por seu objetivo, que era ficar em São Paulo. Me identifiquei muito com ela, vi que tínhamos muito em comum. Resolvi investir.

Muitos foram os convites para sair, grande foi a insistência. Mas sempre fui pisando em ovos, para não virar um mala, um inconveniente. Não insistia nos “nãos”, apenas deixava para a próxima. E assim foi indo, até que veio o “sim”.

Mas calma. Foi só o “sim” para sair, não é agora que a história começa para valer. Fomos assistir “Grease – Nos Tempos da Brilhantina” no Centro Cultural São Paulo, numa mostra de musicais antigos. Eu, de novo, cheio de dedos e de cuidados para não ultrapassar nenhum limite e pôr tudo a perder. Saímos, foi divertido. E eu não queria que aquele abraço de despedida, no Metrô Paraíso, acabasse nunca mais.

Ela, que não era boba, notou meu interesse e meu objetivo. Mesmo assim, ainda ouvi muitos “nãos”. E vou resumir logo a história, que já está muito longa.

Foi no dia 6 de julho de 2008 que Anny disse “sim”. Nesse dia, exatamente, começamos nosso namoro. Um namoro bonito, dedicado (dos dois lados), feliz e completo. E resultado de uma conquista… tive de lutar por ela e eu, naquele dia, recebia o tão esperado sinal de que estávamos no caminho certo.

Formamos, então, aquele casal com o qual todos gostavam de sair. Alegre, divertido… as risadas foram muitas, as histórias também. Os passeios, maravilhosos. Além disso, estávamos com perspectivas profissionais muito boas. Nós dois nunca fomos de fazer planos a longo prazo. Mas já pensávamos nesses futuros trabalhos como possibilidades para melhorar nossas vidas. E o que era melhor: nossas vidas, naquele momento, formavam uma coisa só. Dois eram um.

Em 16 de novembro de 2008 veio o susto. Anny acordou com muita falta de ar. Pensamos que fosse algo da Miastenia se manifestando e corri com ela para hospital. E foi nesse dia, um domingo, em que eu ouvi seu último “eu te amo”.

Na verdade, descobrimos dias depois que não foi a Miastenia Gravis. Foi uma intoxicação alimentar, botulismo, proveniente de palmito, que comemos na noite anterior. Ela, eu e mais umas seis pessoas que estavam na festa de um amigo. A mãe dele também foi hospitalizada com os mesmo sintomas e aí é que ligamos os fatos.

Desde então, Anny se encontrava em estado de coma. Ficou por 4 meses em coma profundo, na UTI, sem uma mínima resposta a qualquer estímulo. Depois desse período, inúmeras vitórias se acumularam. O primeiro abrir de olhos, os primeiros movimentos, a recuperação das infecções que viviam aparecendo… tudo se somando para o final feliz, tão esperado. A gente tinha ainda uma vida para seguir, planos para fazer… aqueles 4 meses e 10 dias que passamos efetivamente juntos tinham de ter continuação. Terminaram reticentes…

Mas o caminho que se seguiu não foi esse. Hoje, quarta-feira, 6 de janeiro de 2010 (o tal ano promissor), Anny não resistiu. Ainda não tive cabeça para pegar informações muito exatas, mas foi uma forte infecção pulmonar que acabou fazendo com que tudo se desandasse. Por 1 ano, 1 mês e 20 dias, ela lutou, se agarrou à sua vida e não quis soltar. Nós lutamos juntos, cada um da sua maneira e com o que estava a seu alcance.

Não há o que dizer. Há apenas essa história para ser contada. Eu a vivi intensamente e ela nunca mais vai sair da minha memória e do meu coração.

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