Podcast Boteco do Marcos Lauro – edições anteriores

Toda sexta-feira tem Boteco novo pra ouvir. O link https://onerpm.lnk.to/boteco te deixa na porta do boteco pra ouvir o podcast pelo Spotify ou pela Deezer, com distribuição oneRPM.

Meu perfil na Deezer é mais tranquilinho e só tem o Boteco entre as playlists. Já no Spotify, que é a plataforma que uso mais, tem mais playlists e pode ser mais difícil para encontrar os programas anteriores.  Por isso, resolvi criar um índice de programas anteriores, para facilitar. :)

Veja abaixo, com os devidos links para cada plataforma. Mas lembre-se que para ouvir o programa atual, é legal sempre ir pelo link que abre esse post.

Estreia. Tema: Brasileiros cantando em outras línguas, com Roberto Carlos, Wilson Simonal, Caetano Veloso, Chico Buarque e Vanusa, entre outros.
Spotify: https://open.spotify.com/user/marcoslauro/playlist/3y3pG2gfK4cDaq7A1XsvIO
Deezer: http://www.deezer.com/playlist/3066091666

Tema: Música instrumental, com Booker T., Dave Brubeck, João Donato, Banda Black Rio, Wilson das Neves e Bixiga70, entre outros.
Spotify: https://open.spotify.com/user/marcoslauro/playlist/2kkyZGcZvGwpAtnKLyLq7J
Deezer: http://www.deezer.com/playlist/3091166826

Temas: Londres, futuro de Caetano Veloso, a figura do rockstar brasileiro, a beleza dos integrantes do Duran Duran, Raça Negra como o “Asia brasileiro” e Marilia Mendonça.
Convidados: Os jornalistas Lucas Teixeira e Marcos Sergio Silva
Spotify: https://open.spotify.com/user/marcoslauro/playlist/0k6XDvkdRVKMJTU53En1pT
Deezer: http://www.deezer.com/playlist/3115297766

Tema: Seleção Brasileira de Rap. Uma música da velha guarda e uma da nova safra para mostrar a diversidade do gênero.
Spotify: https://open.spotify.com/user/marcoslauro/playlist/4l77iJaxNfzwfIX5PSUbOm
Deezer: http://www.deezer.com/playlist/3138916106

Tema: Causos do hardcore com o camarada Márcio Apolinário e participação-relâmpago do CPM 22 falando sobre o novo álbum, “Suor e Sacrifício”.
Spotify: https://open.spotify.com/user/marcoslauro/playlist/0ISployhHDX1bAUYftf0GZ
Deezer: http://www.deezer.com/playlist/3167087346

Boteco pra ouvir

Caramba, já faz 10 anos que fiz meu primeiro podcast! Em 2007, eu estava pirando em música eletrônica e aprendendo a fazer umas mixagens, bem tosquinhas, em casa. Aí resolvi gravar e pôr no ar. Nesse mesmo período, eu estava pirando (também) na banda Soulfly, projeto do Max Cavalera pós-Sepultura. Aí juntei tudo, criei o DJ Soulflyer, gravei minhas mixagens e pus no ar, no podcast do DJ Soulflyer. Ainda tem uma ou outra edição no ar lá no Podomatic.

Esse troço de podcast se mostrou uma boa opção e acabei fazendo vários outros, que estão aqui na página Podcasts: O Outra Versão (premiado!), Sambarbudo e Radiofobia (nesse eu fiz apenas algumas participações, mas também foi premiado).

Agora, 2017. O streaming dominou a música e se mostra não apenas como o presente, mas como o futuro do mercado. Spotify, Deezer, Apple Music, TIDAL… todas essas ferramentas já representam boa parte da grana da indústria musica e a tendência é de subida. A música está ao alcance, apesar das polêmicas que se referem à monetização do trabalho do artista – polêmicas que sempre vão existir, independentemente do sistema vigente.

Mas como o podcast esteve fora dessa todo esse tempo? Não sei, só sei que as ferramentas já existem no Brasil há pelo menos um ano e ninguém usou. Então, só não cravo por pura falta de pesquisa, mas pode ser que esteja no ar o primeiro podcast distribuído via streaming no Brasil: O Boteco do Marcos Lauro!

A ideia é falar de música de forma descontraída e com álcool, sem censura e, principalmente, sem preconceito musical. O primeiro programa, pra você ter ideia, tem de Roberto Carlos a Sandy & Junior, passando por Gretchen, Wilson Simonal e Antonio Marcos. O tema é: artistas brasileiros que cantam em outras línguas além do português.

O Boteco do Marcos Lauro é distribuído pela ONErpm para Spotify e Deezer e atualizado toda sexta-feira. Para ouvir, um único link.

Clique na imagem abaixo para escolher o seu player preferido e saúde:

Será que o Dória leu a biografia do Banksy?

Pichação e graffiti são exatamente a mesma coisa, com intenções diferentes – todo graffiteiro foi pixador e muitas vezes ainda é, nas horas “vagas”.

Obviamente todo prefeito é contra, é o discurso oficial. O atual problema do eleito pelos paulistanos, João Dória Jr., é ser microgestor, tratar o problema da pichação com tamanha importância e espetáculo midiático, transformar numa guerra, em algo a ser combatido com tanto afinco – o prefeito que assumiu Nova York no final dos anos 1970, com o hip-hop explodindo, também tinha esse discurso. Nos anos 1970!

Nosso prefeito, como grande gestor que é, já deveria ter evoluído um pouco mais nas ideias. Ou pelo menos não apelar para a velha política de jogar para a torcida – já que o cidadão médio também vai ser contra pichação e afins.

Em 2014, um jornalista inglês publicou uma biografia do Banksy, um dos maiores artistas plásticos do nosso tempo. Banksy, que mantém sua identidade no anonimato, começou rabiscando muros, como todo bom graffiteiro.

Escrevi a resenha do livro, na época,, paa a revista Rolling Stone e reproduzo o texto abaixo. E nesse livro estão quase todas as respostas para as polêmicas atuais: o pixo, o graffiti, políticas públicas, arte versus vandalismo… tudo. É só ler:

Banksy – Por Trás das Paredes
Will Ellsworth-Jone
Nossa Cultura

Misterioso grafiteiro britânico ganha biografia não autorizada

O autor inglês Will Ellsworth-Jones encarou uma missão difícil: fazer uma biografia sobre uma pessoa que nunca deu entrevistas pessoalmente, nunca apareceu em público e tem uma legião de amigos fiéis que nunca entregou sua identidade. Mas, ao mesmo tempo que é tudo isso, o grafiteiro Banksy tem assessoria de imprensa, se preocupa com a imagem e tenta controlar o que é publicado a seu respeito – segundo o autor, a assessoria de Banksy tentou ter acesso à biografia antes da publicação, o que foi negado prontamente. E a ideia do autor é passar longe da tentação de revelar a identidade do artista. O foco é no trabalho e na forma como ele é feito, na capacidade que Banksy tem para organizar eventos de grafite e invadir museus para colocar obras sem nunca ter sido descoberto. Por Trás das Paredes dá uma geral também no universo do grafite e das pichações na Inglaterra – mais precisamente em Bristol – e, por opção do autor, todos são chamados de “grafiteiros”, inclusive os que se dedicam apenas a deixar seus rabiscos nas paredes e nos muros. O universo marginal da arte urbana é retratado com relatos de prisão de grafiteiros britânicos ao mesmo tempo que outras administrações já conseguem enxergar as pinturas nos muros como arte.

Ernie Terrell, o cara que uniu o boxe a soul music

Ernie-Terrell

Dia 6 de fevereiro de 1967. Ernie Terrell subiu ao ringue montado no Houston Astrodome, no Texas, para defender seu título de campeão de peso-pesado da Associação Mundial de Boxe contra ninguém menos do que Muhammad Ali. Terrell conheceu Ali quando este ainda se chamava Cassius Clay e esse foi um dos motivos da tensão pré-luta: Terrell se recusava a chamar Ali por seu nome muçulmano, adotado três anos antes. E isso deixou Ali furioso a ponto de, durante a luta, gritar para seu concorrente: “what’s my name? What’s my name?” (“Qual é o meu nome?”, em tradução livre). Mas em meio a essa tensão toda, Terrell conseguiu tempo para cantar.

Além da sua vida vitoriosa no boxe, Ernie Terrell também cantava. E dois dias antes da luta, realizou um show no Hollywood Palace. Além dele nos vocais, sua irmã, Jean Terrell, que assumiu as Supremes em 1970, logo depois da saída de Diana Ross. O nome do grupo do lutador era Ernie Terrell & the Heavyweights (Ernie Terrell E Os Peso-Pesados).

A segunda música dessa apresentação, no vídeo abaixo, foi composta no mesmo dia do show e é uma “homenagem” a Ali. Sem sua irmã no palco, Terrell canta “Porquê não volta para casa, Cassius?”, “Está com medo, Muhammad?” e outras provocações, para o delírio da plateia.

Terrell perdeu a luta por pontos e Ali conseguiu unificar os títulos de peso-pesados (da Associação e da Confederação).

Workshop “A Era do Pós-Rádio – Produção de Rádio em tempos de internet”

No próximo dia 2 de março vou dar um workshop no CEMEC sobre produção de rádio, com atenção especial ao trabalho que o produtor tem que fazer nesses tempos de internet a todo vapor. A ideia é contextualizar o rádio historicamente no Brasil, entender a mudança de função social do meio com o passar do tempo e mostrar bons exemplos de utilização da internet por meio de algumas emissoras brasileiras e também de fora do país.

Para mais informações e inscrição, entre no site do CEMEC.

Atualização: o workshop foi um sucesso e deve receber novas turmas. Caso tenha interesse em participar ou seja de fora de São Paulo e queira receber o evento em sua cidade, comente nesse post ou mande um e-mail para o CEMEC.

A apresentação está abaixo, para ver e compartilhar: