Marcos Lauro

Jornalista e Locutor

22/08/2011
by Marcos Lauro
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Táxis no Rio de Janeiro: aventuras por um terreno desconhecido

Longe de mim fomentar a ridícula rivalidade Rio-São Paulo. Mas após passar um fim de semana inteiro na terra de São Sebastião, pude identificar um ponto em que os cariocas precisam melhorar – e muito –, talvez aprendendo com os paulistanos: táxis!

Tenho até vergonha de dizer: nunca tinha ido à cidade do Rio de Janeiro. Na verdade, passei por lá duas vezes: na primeira, literalmente passei (pela Rio-Niterói a caminho da Região dos Lagos); na segunda, fiquei pouco mais de 24h para um trabalho. Não contou. Mas neste final de semana, tirei o atraso: fui na sexta à tarde e voltei na segunda pela manhã.

Fiquei em Santa Teresa, bem no pé do morro. Mas era só dizer o destino para o taxista que ou ele dizia que o carro estava ruim e não poderia subir ou então levava e demonstrava a maior má vontade do mundo ao chegar no ponto final da viagem.

Claro que eu não defendo totalmente os taxistas paulistanos. É uma das maiores reuniões de reacionários que podem existir. É fácil ouvir comentários do tipo “tem que matar bandido mesmo” ou então frases com conteúdo homofóbico numa corrida rápida. É só dar corda. Mas para desempatar esse jogo, um exemplo: os aeroportos.

O ponto de táxis no aeroporto Santos Dumont, no Rio, é uma completa bagunça. Taxistas brigam, discutem uns com os outros aos berros para não “rodar” – que é o que acontece quando não tem mais vagas para o carro parar e ele tem que sair do aeroporto sem pegar passageiro. Enquanto isso, o turista (ou seja lá o que for) fica meio que sem saber para onde ir. Sem contar que a malandragem impera na hora de escolher o caminho e cobrar a corrida – coisas que não aconteceram comigo porque dei uma olhada rápida no Google Maps antes, para já saber o caminho mais rápido.

Como contraponto, os táxis em Congonhas, São Paulo. Na volta, a fila estava muito grande. Mas nada que cinco minutos não resolvessem. Aqui, a fila anda (aliás, ela existe, organizada, coisa que não vi no aeroporto do RJ). Abre-se a porta do táxi, se diz o destino, liga-se o taxímetro e pronto, sem segredos ou muitos cuidados.

Uma cidade que sediou Jogos Pan-Americanos e sediará as Olimpíadas em breve deve fazer uma reciclagem em seus profissionais de praça urgentemente. Para que pelo menos isso não seja motivo de vergonha – além dos muitos outros, estruturais, que têm todo o potencial para ser.

14/07/2011
by Marcos Lauro
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H

Dois agás se unem: H2!
Não há fórmula mais simples do que essa
Sem prática ou habilidade
Sem hesitação muito menos pressa

Pensei em usar heterônimo para esse texto brega
A fim de não me entregar, hiperexpôr
Mas não houve jeito
Afinal, sou homem ou não sou?

Harmonia
Bom humor
Do tamanho da grandiosidades dos personagens de Homero
Essa é a herança que quero deixar, seja como for

01/07/2011
by Marcos Lauro
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Erremos

A gente erra. A gente acerta.
A gente erra de novo. A gente acerta de novo.
A gente erra mais uma vez. A gente acerta mais uma vez
Erro e acerto, assim é o jogo.

Eu erro sempre que posso
Quando acerto é sem querer
Não sei se o fato de eu ser canhoto
influencia nesse jeito escalafobético de ser

Mas não quero aqui ficar com papo de auto-ajuda
Muito menos de palestrante motivacional
O fato é que se não tentar, meu amigo
Nem erro nem acerto. Só uma vidinha sem sal

13/06/2011
by Marcos Lauro
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Aqui na arquibancada

Nossa vida é uma imensa arquibancada
de onde a gente assiste partir
amigos, ídolos, pessoas que amamos
gente que nos fazia rir…

A morte leva até a esperança
Por último, mas leva.
Só não leva a saudade
e o vazio que não sai nem com reza

Ou melhor, sai sim
quando se vê um sorriso numa fotografia
e vem a lembrança de um bom momento
a vida volta à sua rotação e fica bem menos vazia.

31/05/2011
by Marcos Lauro
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Olhos áridos

Árido
Seco

Não é o Agreste, são meus olhos
que não vêem um choro há tempos
pela mais pura falta de vontade
ou pela blindagem, na verdade

“Homem não chora”. Mentira!
Me lembro do meu último choro
Não foi feliz  – mas sim, já chorei de felicidade
assim como já chorei de saudade

Mas voltando à felicidade, que é o que interessa
e é o que eu procuro
causa o melhor choro do mundo. Eu recomendo!
Eu juro!